domingo, junho 11, 2006

Em forma de diálogo e outros

– Onde está Ceci, a pequena notável?
– Acho que ela é maconheira.
Non parlo italiano.

Enquanto isso, estamos em guerra com o mundo etéreo das violáceas. Retornando ao calabouço da luxúria, Adelaïde Fernanda livrou-se das amarras de seu corpete e cinta-liga. À sombra do vale, toda e qualquer coisa se aproxima muito mais do que aparenta quando vista pelo espelho retrovisor.

Cena: parafusos em fúria e estilhaços flamejantes de doces árabes correm feito loucos pela estrebaria. Quid est verita? Eméritos acadêmicos da Universidade prestaram suas homenagens. Bela bosta basta. Barcelona tomada por bandoleiros.

– A que horas? Por que?
– Não há.
– Os séculos comprovam.
– Mas também não é nenhuma qualidade.
– O salário do pecado é a morte.

Duas singulares figuras, silhuetas assimétricas, suaves bailarinas gêmeas sodomizadas pelos córneos de sua própria promiscuidade. O jardineiro à mercê do cão raivoso, bem-aventurado animal de três cabeças, mas que nasceu com uma só. As outras duas perderam-se na vida à custa de aventuras, quem diria no parto. Je lui rendre visite.

– Sabes dançar?
– Compreendo o que seja.
– É por isso que mantém vigília?
– São apenas abstrações de um todo maior. Tem certeza?
– Não se assustem, porque eu vi.

Reina a princesa vestida de verde, de saia rodada e olhar andrógino algo anglo-saxão. Fumando charutos e cigarrilhas, os últimos, sem interromper, no entanto, o fluxo anterior. Sim. A história é longa e a vida é curta, meus amigos.

Domiciano P. de Léon escreveu todas as páginas de/vidas, poderia ter morrido na sarjeta, mas perdeu as botas no salão de baile e comprou um camelo. Os números não justificam os fins, quando o picadeiro lotado treme nas bases. Uma bela charada. Gosta de versinho?

(original em 1.6.06)