domingo, outubro 22, 2006

As epifânicas

irmã caminhando
sobre um chão de estrelas entregues
à própria sorte
censuras beijos fadas sabendas

fui eu que inventei o telefone
nem que só pra me livrar dele depois
a todo vapor
canos subterrâneos
crescem por entre os prédios

escuta meu trem chegando
numa toada iluminada por um nada
mais vazio que a própria alma
de passagem desses seres bandidos

cheguei em casa e, num breve minutinho,
não liguei a vitrola, com medo
bonsai na varanda, casulo sem pátria

não me contenham
fiquei muito feliz
quando abri o estojo
e encontrei uma borboleta morta